segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LEALDADE OU FIDELIDADE? E se você tivesse que escolher?


Nem sempre as posturas que adotamos na vida por orientação interna estão em voga na moda do que se aceita e se permite em termos de relacionamento na cultura do “deixa passar mais essa”.

Lealdade se revela para mim com um traço de caráter, daqueles que parecem estar tatuados na personalidade, na forma como nos posicionamos ou no modo como nos conduzimos em relação às pessoas nas mais diversas situações.

Ser leal é estar para o que der e vier. Lealdade não veste a roupagem do camaleão, não dança conforme a música, não é Maria vai com as outras...

Lealdade tem um pouco de franqueza e sinceridade. É retidão de caráter.

Lealdade escrita ao contrário, parece nome de anjo: Edadlael!!! Que seja o anjo da Lealdade!

Fidelidade me lembra escolha. E escolha vem sempre com uma pitada apimentada de tentação: Isto ou Aquilo? Na maior parte das vezes, nossa orientação interna nos diz o que é melhor para nossa alma, mas nossa vontade, impregnada dos desejos do ego, fica sempre tentada a fazer o contrário.

Na fidelidade podemos praticar o livre arbítrio. Quem é fiel numa situação pode não ser em outra. Quem é fiel a alguém pode não ser a outro alguém. Por isso, às vezes recebemos um cartão de fidelidade. A fidelidade pode ser um pacto entre pessoas.

Lealdade e fidelidade não me parecem sinônimos, como se lê em alguns dicionários.

Lealdade está contida na pessoa, em seus princípios. A lealdade pressupõe ser fiel a si mesmo antes de tudo. Fidelidade varia conforme a relação com o mundo. Fidelidade é acordo.

Quem é leal, antes de tudo a si mesmo, tem grandes chances de sempre honrar seus pactos de fidelidade. Mas aquele que não é leal, rompe seus próprios princípios, não é confiável e, portanto, é passível de quebrar seus pactos de fidelidade.

Se você tivesse que escolher um parceiro (a) escolheria alguém Leal ou alguém Fiel?

Difícil, né? Ninguém quer ser traído. Aí voga a lei do “se traiu alguém, acabará por trair você também.” Mas, na prática não é bem assim. A lealdade a si mesmo antes de tudo e a fidelidade à sua orientação interna, é a dobradinha que determina se alguém será fiel a outro alguém. Mas ser fiel ou não é sempre uma escolha da própria pessoa. Ninguém pode alegar motivos alheios a si mesmo para quebrar um pacto de fidelidade, mesmo que a outra parte o faça primeiro.

Se eu tivesse que escolher entre alguém Leal e alguém Fiel, num relacionamento a dois, escolheria alguém Leal, alguém com opinião, alguém que estivesse no mundo com o propósito e a convicção de, antes de tudo, ser Fiel a si mesmo. Essa pessoa teria grandes chances de cumprir um pacto de Fidelidade.

E acredito que relacionamentos a dois pedem esse tipo de pacto.

As tentações surgem, mas quando a fidelidade está impregnada da própria lealdade, ou o relacionamento termina, ou então, a escolha é por manter intacto esse pacto.

Lealdade é um pressuposto para a Fidelidade. Quer saber se alguém é Fiel? Observe se suas posturas se orientam pelo ser Leal...

E Boa Sorte! Que para toda regra, há sempre as exceções e não existem verdades absolutas.

Viver é regra, relacionar-se bem, muitas vezes, a exceção!!!



Imagem: Google

domingo, 9 de janeiro de 2011

RECEITA DE ALEGRIA















Sorria...
Ria!!!
Procure qualquer palavra que rime com “ia”,
Mas ao invés de dizer “eu ia”,
Não meça esforços, não encontre desculpas,
Vá...
Em busca da alegria!
Um bocado de sabedoria, pois
Melhor ser sábio que desperdiçar o dia.
Um punhado de energia
Que alegria exige saúde, disposição para ser feliz.
Uma colher de ousadia
Que ser alegre é um ato de coragem.
Vale incluir um pouco de magia
Que aventurar-se na alegria exige varinha de condão.
Uma pitada de melodia
Que cantar é o prenúncio da alegria.
Uma xícara de democracia
Torna a massa mais macia,
Mas só acrescente umas gotas de maioria
Se tiver a certeza de que sua alegria contagia,
Porque alegria de verdade é contagiante.
Já percebeu que um ataque de risos
É uma reação em cadeia?
Dispense como ingrediente a euforia
Que na alegria ela está somente de passagem.
Certifique-se de que essa massa ocupe toda a forma
Porque a alegria nunca é vazia.
Polvilhe com fantasia
Que criar um sonho é aquilo que pede a alegria.
Deixe assar pelo tempo necessário
Para brotar no coração essa alegria
Que ser alegre vem de dentro.
Alegria de verdade
Não se encontra pronta em embalagens.
Nada de correria

Que alegria com calma se cria.
Cubra tudo com um creme de folia,
Salpique confetes coloridos
Que é brincadeira preparar a alegria.
Desfrute dessa delícia com uma fatia de poesia
Para manter longe a aridez do dia-a-dia.
Convide os amigos para saborear essa alegria
Que solidão é mais que porcaria...
Não se esqueça da fotografia
Que registrar imagens multiplica a alegria.
Se sobrar, pense em quem dela gostaria
Não jogue fora essa alegria,
Que desperdiçar seria covardia.
No mais...
É só alegria!!!
Lembrete: vale acrescentar qualquer ingrediente.
Manhã de sol, correr na chuva,
Subir montanha, pedalar, cheiro de comida caseira,
Caminhar num campo florido, banho de cachoeira,
Correr com cachorro na praia, carinho de criança,
Bate papo com amigos, ler deitado na rede,
Vadiar, contar estrelas, deitar e encontrar carneiros no céu,
Presente-surpresa, o encontro esperado,
Folhear aquele álbum de fotos, ir para a balada, feriado,
Cinema com pipoca, circo, baile de formatura,
Ouvir a música preferida no escuro, viajar, tirar férias,
Noite de luar, beijo na boca, matar saudades... Sei lá!
O que é que pode transformar um momento em alegria?
Qualquer ingrediente cabe na tigela
Desse quitute chamado alegria.
Fica minha sugestão,
Mas crie a sua própria Receita de Alegria
E me envie, um dia...
Eu adoraria! Isso seria uma alegria!...

Imagem : Google

sábado, 1 de janeiro de 2011

A AUDÁCIA DE CONQUISTAR O NOVO
















E o Ano Novo chegou...

De forma peculiar para cada um de nós.

Mas a maioria parou, nem que por uns instantes, ainda que pela TV, para ver a beleza viva, empolgante e colorida dos fogos de artifício.
Muitos vestiam branco e fizeram seus pedidos para o Novo Ano.

E independente da vontade de todos, o primeiro dia do Ano bate à nossa porta.

Em cada local, um apelo. Para mim, esse dia começa com tímidos raios de sol como presente.
Muitos já pensaram no que querem para o Ano Novo.

Esses desejos do novo na vida ainda são apenas sonhos.

A distância entre os sonhos de Ano Novo e a realidade, sua materialização, passa pelo empenho de torná-los reais, na parte que nos cabe.

Não importa se o sonho é algo deixado pela metade, alguma coisa que se pensa impossível ou um novo projeto viável a se realizar.
Nesse primeiro dia do Ano, todos os desejos de Ano Novo se parecem.

Tudo é sonho a conquistar.
A diferença entre aquele que conquista o sonho e quem, no final do ano, terá que renovar o mesmo desejo para o ano seguinte, é a audácia de conquistar o novo.
A coragem de caminhar entre o sonho e a realidade. A disposição para enfrentar esse caminho desconhecido onde transita a jornada em direção ao que se almeja.

Quando se parte para uma viagem, o roteiro é traçado antes, a menos que se esteja em busca de aventura sem meta, nos braços da surpresa.
Mas quando a meta é o sonho, há que se preparar para a jornada.
Planejar, definir objetivos, escolher as ferramentas adequadas.

Sem se esquecer que o que se busca é o sonho e sonho tem algo de mágico a ser saboreado. Deliciar-se com a paisagem ao redor, agradecer a ajuda e os obstáculos no caminho, tendo em mente que a vida é o caminhar e os sabores da beleza de cada dia.

Reconhecer os mestres que auxiliam no plano material e espiritual é impulsionar-se mais rapidamente, tendo no coração, a gratidão.

Agradecer também os obstáculos fica por conta do aprendizado das habilidades que precisamos para desenvolver nossa prática no uso das ferramentas desse trabalho de conquistar o sonho.
Uso a palavra trabalho, mas pode ser encarado com arte.
A arte de se conquistar um sonho. Todo artista maneja, não sem dificuldade, a sua ferramenta. E desempenhar-se bem numa arte depende também do talento.
Temos o dom da vida e, como humanos, o talento inato para concretizar sonhos. Basta a fé para colocar o pé na jornada. Acreditar no próprio talento, no processo, e em algo maior que nos conduz.

Durante o empenho na conquista, novas ofertas se anunciam pelo caminho, quando aceitamos o desafio da jornada. Se novas possibilidades se abrem, temos que exercer o livre arbítrio da escolha.

Tomar decisões faz parte da conquista do sonho de Ano Novo.

E somos livres para retraçar o roteiro, redefinir as metas a cada momento.
Não importa qual seja a escolha, em cada caminho, um aprendizado; um sonho na ponta do arco-íris, a ser conquistado. Caminhar entre as setes cores, da forma que cada coração aspira, tendo a meta em mente, é o sentido da jornada.

E sempre que tomamos uma atitude, encarnando a audácia de conquistar o sonho, não importa qual seja o desejo, “o Universo conspira”. Isso é fato!!!

Não é à toa que vestimos branco no Ano Novo. Ele reflete todas as cores. Estamos limpos, vulneráveis à mudança e, ao mesmo tempo, em contato com todas as potencialidades, todas as mágicas facetas do viver. Basta nos abrirmos a elas. Podemos escolher a coragem de buscar aquilo que tanto desejamos.

O Ano Novo se abre como um portal onde há a chance de se iniciar algo novo, com renovada disposição e a esperança pisca, afastando os tons escuros e temores do ano que passou.

Na simbologia dos fogos de artifício, que admiramos no momento em que o Novo Ano rompe o Tempo, encontramos a explosão da vontade que impulsiona à entrega com coragem na busca do sonho almejado para o Ano Novo.
Agora, é vestir a capa da audácia, colocar os pés no caminho, ensaiar os primeiros passos, e se permitir correr o risco. Sem dúvida, não estaremos sozinhos.

E sempre que tivermos a ilusão do sentimento de solidão, podemos observar quem está ao redor, na compreensão de que fazemos parte deste Universo. Mas principalmente, voltar os olhos para o alto, e aceitar com humildade que estamos conectados ao Todo.

A audácia de conquistar o novo reside em se entregar a essa poderosa ligação com a humanidade e um Poder Superior. Sentir-se parte de um plano maior afasta o medo.

E nos prepara para a chuva de bênçãos que se reserva a todo louco que decide se iniciar na procura do sonho.
Embarque nessa loucura!
Encarne a audácia de conquistar o novo no Ano Novo!

FELIZ SONHO 2011!

Imagem: Google

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

KKKKKKKKKKKKK... é possível enquadrar o riso?












Tudo começou há poucos anos, no msn com os risos virtuais em forma de rsrsrs...

Eu tinha um amigo que me enviou um emotion de um homenzinho vestido de verde, com seu grande sorriso de lábios vermelhos, cujo símbolo era rs e essa figura “caía no chão”, de tanto rir...

 O filho desse amigo encontrou uma semelhança física entre o homenzinho do emotion e um político da região. Então, apelidamos esse risonho virtual com o nome do político no diminutivo. (Obviamente, não posso revelar essa identidade, pois aqui não é horário eleitoral gratuito e, além disso, esse político anda em baixa até com candidatura impugnada por uns anos...)

 Mas o emotion nos rendeu bons risos.

Eu preferia os rsrsrs aos kkkkkkkkkkkkkkkk no msn para expressar risos.

 E achava meio despudorado esse riso kkkkkkkkkkkkkkkk e, ainda, muito histérico, quando umas amigas virtuais soltavam um longo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

 Nesse tempo, eu jamais ousei usar um kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, que excesso de riso era meio burrice, falta de ter o que falar...

 Há pouco, no Facebook, uma amiga postou:

 “Pessoas que soltam um kkkk ao fim de cada frase aleatoreamente, realmente me assustam!” E foram muitos e diversos os comentários...

 Eu respondi:

 “kkkkkkkkkkkkk esse vai no começo da frase... aleatoriamente...”

 Então, menos instintivamente que claramente, percebi que eu já estava mais permissiva quanto aos kkkkkkkkkkk como imagem simbólica virtual do riso. Até porque aquele meu amigo do msn, o do emotion risonho rsrsrs, já tinha me contaminado com os kkkkkkkkkkkkkkkkk no FB. E eu já rira muito esse riso virtual kkkkkkkkkkkkkkkk, sem me dar conta da quebra do preconceito com os kkkkkkkkkkkk.

 
Depois, refleti sobre eles, os kkkkkkkkkkkkkk, que riso é coisa séria, e completei, no post da minha amiga:

 
“Verdade, Maíra... Eu preferia o rsrs... Mas depois achei tão espontâneo... o ahaha... e, bem, depende do momento, mas o kkkkkkkkk é o riso gostoso... e só precisa esquecer o dedo na tecla... altamente relaxante...”

 
Foi a constatação de que eu evoluíra em termos de simbologia do riso... Saíra do simples rsrsrs... passando pelo ahaha... sem precisar usar o mais contido hehehe... e caíra na farra do kkkkkkkkkkkkkkkkkk.

 
Sem culpa, sem pudores, sem mais aquela das pessoas “normais” que olham um olhar reprovação para todos aqueles que soltam uma gostosa gargalhada num local público, que, afinal, riso tem que ter hora, lugar e forma. Será?

 
Cansei de tentar ser “normal”. Percebi que não sou e nem quero ser... Nunca quis...

 
Acho que evolui na consciência de ser, ou de saber ser, ou de bancar o que sou... sei lá.

 
E talvez por isso tenha evoluído para o riso debochado... ainda que virtual, dos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

 
Porque, falando sério, ser normal é chato. Ser normal tipo frases de efeito como “Rico ri à toa” ou “Ele ria como louco”, que, afinal, o mundo está cheio de rico triste e louco que nem ri.

 
Pensando bem, foram tantas as pessoas queridas que se foram neste fim de ano, de repente, e que não podem mais usar com elas nem rsrsrs nem kkkkkkkkkkkkkkkk real ou virtual... – Quiçá elas possam rir do que escrevo em outras esferas – que resolvi adotar o kkkkkkkkkkkk como símbolo oficial da alegria, pelo menos da minha. Que “Viva e deixe viver” continua valendo.

 
Só por hoje, deixo de querer controlar o riso.

 
Quem consegue conter o riso, que explode de repente, num local ou momento altamente “sério”? Quem já não andou pela rua “rindo sozinho”?

 
Então, vamos combinar, que riso é como água, não dá pra agarrar, tem vontade própria, tem personalidade, ainda que cômida, não dá pra enquadrar.

 
E decidi isso, meio que parafraseando Guimarães:

 
Qualquer kkkkkkkkkk já é um pouquinho de alegria, um descanso no loucura.

 
E viva a alegria, a liberdade do riso! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Imagem: Google

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

PASTAGENS... Uma metáfora sobre a AUTO-ESTIMA


















Há momentos em que o viver
Sem a devida auto-estima
Permite aos humanos uma imagem metafórica,
De mato na encosta das estradas.
E daí dar um - Basta!
Depende de cada um dizer:
“Meus tempos de servir de pasto estão no final”.
Podem parecer palavras rudes
Mas, há momentos em que essas cruas constatações
Em ásperas metáforas. nos salvam.
A verdade, às vezes, é rude, mas exata.
Sinônimos brandos seriam negação.
E sempre se pode tocar o limiar da mudança interior
Por meio de um claro despertar.
Amanhã será outro dia
E tudo volta... às voltas.
Os tempos de pasto passam
E não voltam.
Sabe o que é pasto?
Já viu cavalos
Pastando?
Chegam à beira da estrada e detonam
Todo o mato,
Não interessa saber os por quês.
Vão pastando tudo,
O mato que se dane!
Afinal, mato é de graça...
O que querem é matar a fome,
Só quem já foi “pasto” é que sabe.
Como no sentir do humilde funcionário,
Que se vê no corpo da barata
Em “A Metamorfose” de Kafka.
Mas quem pasta também sabe
Só finge não saber
Porque quem serve de pasto
Se deixa não perceber.
Tudo pode ser expresso em poesia
E melhor diz quem tem o dom.
O desfecho é ir fundo
Não poupar nada
Nem se poupar
Nessa busca pela auto-estima.
A vida, por vezes, parece estúpida
As pessoas se tornam estúpidas aos nossos olhos e sentimentos.
Eu apenas traduzo em palavras
Que podem fornecer a imagem metafórica
De uma cena emocional, interna...
Mas podem também sugerir
Mudança
Para que a estupidez perca força.
Porque há dias de descobrir como se cuidar
É difícil...
Mas por falar em pastagens
Me ocorrem as cerquinhas,
Limites... a construir,
Relacionamentos... a consertar.
Cerquinhas brancas na paisagem
Ao redor da estrada, a grama verde protegida
De cavalos soltos em busca de pasto.
Quem quer restabelecer sua auto-estima
Sabe como...

Imagem: Google

sábado, 25 de dezembro de 2010

CONTANDO HISTÓRIAS... REAIS... PARA CRIANÇAS


Contar histórias reais para crianças, de forma lúdica, com o compromisso de uma brincadeira séria, envolvendo uma equipe multidisciplinar ou para usar o termo mais presente na pedagogia do momento: um projeto transdisciplinar. Uma das minhas propostas de trabalho para 2011.

Contar histórias dos pontos turísticos e históricos de São Roque: Capela do Santo Antônio, Morro do Saboó, CEC Brasital, Estação Ferroviária, Igreja de São Benedito, Morro do Cruzeiro, Mata da Câmara...

Contar histórias de forma atraente, sugeridas por imagens criadas por um ilustrador local, criando um universo de faz-de-conta para contos de verdade.

Contar histórias reais para crianças e contextualizá-las de diversos pontos de vista, usando elementos da arquitetura, da Língua Portuguesa, da cultura local, folclore, arte, relacionando-os com a História do Brasil.

Nas imagens desta postagem, com meu texto, ilustrações de Wilson Cláudio e diagramação da Timbre Comunicação, dois exemplos. (Clique nas imagens para ampliá-las).

“A Capelinha” resume a história da Capela de Santo Antônio, monumento histórico da época colonial, construído por Fernão Paes de Barros, irmão do fundador da cidade, que reúne capela e uma casa, e se preserva a partir da aquisição do sítio pelo escritor Mário de Andrade, que deu início à reforma e preservação e a doou ao Iphan, nos anos 1940.

“O Dragão do Morro do Saboó” é uma história do imaginário da cidade, que não chega a ser comprovadamente uma lenda local, inspira-se no formato do morro denominado Saboó, o mais alto acidente geográfico da cidade, com 1000 m de altitude, que se parece com a imagem de um dragão adormecido.

O sonho é envolver artesãos e artistas da cidade nessa Contação de Histórias e direcioná-las aos deficientes visuais, texturizando as imagens para que possam ser “visualizadas” por eles por meio do tato. Meu texto é apenas a sugestão de um roteiro...

Que venha 2011!

Clique nas imagens para ampliá-las e ler as "historinhas".














Textos: Silvia Mello
Imagens: Wilson Cláudio
Diagramação: Timbre
Direitos Autorais reservados
Proibida cópia

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

MUDANÇA, UMA PONTE PARA A AUTO-ESTIMA

Auto-estima parece jogo de palavras. Estimar a si mesmo é algo tão óbvio e simples. E por que tão complicado? Por que é a “palavra” de ordem para muitas questões psicológicas e de comportamento?

Auto-estima, como pressuposto para relacionar-se, atingir o sucesso, ultrapassar barreiras, é algo que até se tornou lugar comum e permeia os textos de auto-ajuda. Analisar os por quês da falta de auto-estima ou da “baixa auto-estima” é o ponto forte de diversas práticas e correntes psicológicas.

Para encurtar a história, sugiro que auto-estima se constrói, com pequenas e gradativas mudanças. E mudar, nesse caso, é um verbo que se conjuga no gerúndio... Só se muda, mudando.

Se você quer emagrecer, não importa como, mas uma coisa é certa, quando conseguir livrar-se de uns dois quilos e sua calça jeans começar a dar sinais de folga... Aí sim, virá o incentivo para jogar fora os quilos indesejados.

Se você tenta colocar o ponto final num relacionamento complicado, mas ao mesmo tempo necessita dele compulsivamente, quando conseguir não enviar aquela mensagem pelo celular, esquecer que o telefone “tem” de tocar, deixar de abrir o esperado e-mail, quase tranquilamente... Aí sim, estará no caminho para, numa bela manhã, acordar sem se lembrar.
De quem mesmo?

Mudanças acontecem gradativamente, fazem parte de um processo, mas iniciá-lo é uma decisão de cada um. “Deus ajuda quem se ajuda”, proclama o sábio dito popular, confirmado pelo verso bíblico que diz que “a fé sem obras é vã.”

Milagres acontecem, é claro. Mas, construir a mudança é abrir-se para os milagres. Se fechamos os olhos e nos acomodamos, como podemos saber se é hora de embarcar numa viagem que nos levará onde queremos?

Se você costuma colocar sempre as necessidades alheias em primeiro lugar, nunca encontra tempo para se dedicar de corpo e alma às suas próprias necessidades, há algo errado.

Se seus projetos são sempre adiados e você está vivendo na zona de conforto, onde nada está bem, mas tudo está calmo, há um certo desconforto no ar.

Se você apenas devaneia de vez em quando e se permite sonhar, sem pensar em conquistar o sonho, há uma certa necessidade de se conectar com a vida real.

O que há de errado?

Essa é a pergunta quando vivemos uma vida acomodada, onde nenhuma catástrofe está acontecendo e, mesmo que aconteça, acabamos por superar, mas se olharmos para o fundo do baú das nossas necessidades, parece que falta algo.

Aí podemos cair de novo na mesmice de alguns textos de auto-ajuda que propõem simplesmente a positividade ou nas teorias psicológicas que buscam o porquê da auto-sabotagem, de nunca encontrar o lugar para onde o sonho aponta.

O problema pode estar na auto-estima, ou na falta dela. Novidade? Não, dizer isso é "chover no molhado".

Para chegar ao finalmente, proponho algo que se baseia na minha prática.

Se auto-estima se constrói, e sabemos que nos amar e nos estimar é um movimento de dentro para fora, temos tudo de que precisamos. Não adianta ninguém nos dizer o quanto somos bonitas, interessantes, cheias de graça e qualidades, se nos sentimos defasadas em alguma parte de nossa vida. Se não nos sentimos à altura o bastante.

Ame-se, simplesmente, não ajuda. Amor incondicional é tudo. Não preciso "ser" nem fazer nada para me sentir merecedora de amor. Mas isso também passa pela auto-estima.

É preciso ter razões para amar-se.

É preciso criar razões para a auto-estima.

Um toque na aparência, uma melhora no guarda-roupa, iniciar aquela caminhada diária?
Sim, pode ser qualquer coisa. Podemos partir do visual, que nos conecta com o mundo... Lembrando que vale aquilo que me faz sentir bem e amada. Por mim, primeiro... e não a opinião alheia. Isso se aprende com o tempo, com a prática do construir a auto-estima. O prazer de se sentir confortável com a própria opinião sobre si, que muda, com pequenas mudanças, que melhora com pequenos prazeres, como o de olhar no espelho e se enxergar bem . Linda, melhor ainda...

E razões para a auto-estima podem ser aquelas que nos conectam com as pessoas, melhoram os relacionamentos, a comunicação, a aceitação, o respeitar limites, o fazer-se respeitar, o derrubar barreiras, o criar intimidades. Lembrando-se que o foco deve estar em si mesma. “Sou a pessoa mais importante de minha vida”.

Razões para a auto-estima são, essencialmente, as que nos conectam com nossa alma. Que nos permitem estar bem em nossa presença, gostar de nossa própria companhia, do nosso jeito de ser, de pensar. Daí, manter as expectativas no nível do real. Partir do concreto possível para o sonho, quase impossível, de ser o que gostaríamos de ser para nos amar mais ainda. E partir do concreto, do que temos, passa pelo auto-conhecimento e pela aceitação do que somos. Olhar para o espelho da alma e deixar cair a máscara. E então, primeiro amar o que somos, para então, construir o que queremos ser.

Parece difícil, às vezes contraditório? Pode ser, mas se a meta é mudar, por que não?

Por que não tentar o novo? Por que não se arriscar?

À medida que vou à procura de metas para o que quero ser ou fazer, e começo a dar passos em direção aos meus objetivos, estou mudando. Estou me realizando; e me realizando, eu me dou motivos para me amar... Mais... Eu me valorizo, fortaleço a auto-estima.

Não há receitas para o processo de mudança na construção da auto-estima, cada um tem seu caminho, suas razões, seus sonhos.

Mas auto-estima não se alcança com mágica, e sim com disposição, aceitação e trabalho diário em busca da mudança.

Amar-se deve vir em primeiro, mas a vida é um aprendizado, como um jogo onde temos que fazer escolhas, tomar decisões, experimentar opções. E como num jogo, as cartas podem vir embaralhadas. Cabe a nós ordená-las e colocá-las na sequência coerente, para que possamos nos mover em direção ao nosso objetivo, buscando vencer.

Auto-estima pode ser um dos aprendizados que a vida nos apresenta.

E aprender é um processo de mudança.

AME-SE O SUFICIENTE PARA MUDAR. MUDE PARA AMAR-SE MAIS.

Imagem: Google